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L-PRF e i-PRF: entenda as diferenças e aplicações na Odontologia

L-PRF e i-PRF: entenda as diferenças e aplicações na Odontologia

L-PRF ou i-PRF? Embora os dois sejam obtidos a partir do sangue do próprio paciente, eles não desempenham exatamente a mesma função nos protocolos regenerativos. Enquanto o L-PRF apresenta uma matriz sólida e manipulável, o i-PRF permanece em estado líquido por um curto período, permitindo diferentes formas de utilização. Entender essa diferença é fundamental porque a escolha não deve começar pela centrífuga ou pelo programa utilizado, mas pela pergunta: qual função essa matriz deverá cumprir no procedimento? A partir dessa decisão, entram protocolo, tubo, centrifugação, tempo e forma de manipulação.

L-PRF x i-PRF

L-PRF

i-PRF

Apresentação

Sólida

Líquida inicialmente

Manipulação

Membrana, plugue, coágulo

Mistura ou aplicação líquida

Tempo de trabalho

Maior após formação da matriz

Curto antes da coagulação

Característica principal

Estrutura de fibrina manipulável

Fluidez temporária

Uso no protocolo

Cobertura, adaptação e outras aplicações compatíveis

Associação a biomateriais e aplicações compatíveis

Pode ser combinado?

Sim

Sim

Não existe simplesmente um “melhor PRF”. Existe a matriz mais adequada para a função clínica pretendida.

L-PRF: quando você precisa de uma matriz sólida

  • membrana
  • plugue
  • coágulo manipulável
  • adaptação ao sítio cirúrgico

i-PRF: quando você precisa trabalhar com uma fase líquida

  • associação com biomaterial particulado
  • aplicação antes da coagulação
  • formação de uma massa mais coesa após polimerização, conforme o protocolo

i-PRF e biomateriais: por que essa combinação chama atenção?

A combinação do i-PRF com biomateriais particulados permite incorporar os componentes sanguíneos diretamente ao enxerto, aglutinando os grânulos em uma massa coesa que facilita a manuseabilidade e estabilização no sítio receptor antes da formação final da fibrina.

PRF + biomateriais na prática regenerativa: THE Graft, THE Graft Collagen, membranas

Na linha Purgo, disponibilizada no Brasil pela Implantec, os biomateriais regenerativos como THE Graft (enxerto ósseo), THE Graft Collagen e as membranas biocombatíveis atuam em perfeita sinergia com os concentrados sanguíneos, otimizando o preenchimento, suporte mecânico e tempo de remodelação tecidual.

⚠️ ATENÇÃO: RPM NÃO É RCF

RPM = número de rotações por minuto.

RCF = força centrífuga relativa aplicada à amostra e depende também das características do rotor.

Por isso: Copiar a RPM utilizada em outra centrífuga não significa necessariamente reproduzir o mesmo protocolo.

Por que a padronização da centrifugação é tão importante?

Obter matrizes autólodas de PRF reproduzíveis e com qualidade clínica constante exige total rigor nos parâmetros físicos e operacionais do processo. Pequenas variações de velocidade, tempo ou tipo de tubo podem alterar a densidade celular e o tempo de polimerização da fibrina.

Os principais fatores que determinam o sucesso do protocolo incluem:

  • Força centrífuga relativa (RCF)
  • Tempo de rotação
  • Geometria e raio do rotor
  • Tipo e composição do tubo
  • Balanceamento da amostragem no rotor
  • Intervalo entre a coleta e o início da centrifugação
  • Tempo e técnica de manipulação pós-centrifugação

Para resolver essa complexidade na rotina do consultório, a Centrífuga Duo Quattro by Choukroun foi desenvolvida com programas pré-definidos e validados internacionalmente, assegurando precisão automatizada e reprodutibilidade científica a cada ciclo.

6 erros que podem comprometer um protocolo de PRF

  • 1. Copiar a RPM de outros equipamentos: Ignorar que o RCF depende do raio do rotor altera os valores reais aplicados.
  • 2. Utilizar o tubo errado: Tubos inadequados ou sem validação alteram o tempo e a integridade do processo de coagulação.
  • 3. Demora entre a coleta e a centrifugação: Atrasos causam coagulação precoce fora do ambiente controlado de RCF.
  • 4. Centrifugar sem o devido balanceamento: Desequilíbrios geram vibrações que danificam a arquitetura da rede de fibrina e os elementos celulares.
  • 5. Preparar o campo e materiais depois da centrifugação: O tempo de trabalho (especialmente no i-PRF) é extremamente curto para contornar desorganizações operatórias.
  • 6. Tratar matrizes de L-PRF e i-PRF como equivalentes: Acreditar que ambos desempenham a mesma função clínica induz a falhas de adaptação e sustentação no sítio.

Da centrifugação à matriz: onde entra o PRF Box?

ColetaCentrifugaçãoCoáguloPRF BoxMembrana/plugueAplicações

O PRF Box é indispensável para a padronização das matrizes sólidas de L-PRF. Ele realiza a exsudação controlada dos coágulos através de compressão suave e homogênea, resultando em membranas de espessura constante e alta resistência de sutura, além de coletar o exsudato rico em proteínas plasmáticas.

O que uma clínica precisa para começar a trabalhar com PRF?

  • Equipamento: Centrífuga calibrada e validada (como a Duo Quattro)
  • Consumíveis: Tubos específicos e materiais de venopunção
  • Manipulação: PRF Box e instrumental cirúrgico dedicado
  • Capacitação: Treinamento técnico da equipe em venopunção e manejo dos concentrados
  • Planejamento regenerativo: Associação com biomateriais de qualidade (linha Purgo)
  • Protocolos e documentação: Termos de consentimento e prontuário clínico organizado

PRF NÃO É SINÔNIMO DE REGENERAÇÃO

O resultado depende do diagnóstico, planejamento cirúrgico, condições do paciente, biomaterial quando utilizado, estabilidade, manejo dos tecidos, protocolo e acompanhamento.

Quer incorporar protocolos de PRF à sua prática clínica? Mais do que escolher uma centrífuga, trabalhar com PRF exige compreender protocolos, matrizes, tubos, manipulação e aplicações. Na Implantec, você encontra uma solução completa para estruturar essa rotina, com Centrífuga Duo Quattro by Choukroun, tubos, PRF Box, acessórios e suporte especializado.

FAQ

Qual é a diferença entre L-PRF e i-PRF?

O L-PRF forma uma matriz sólida usada como coágulo, plugue ou membrana. O i-PRF permanece líquido por um período curto e pode ser misturado a biomateriais ou aplicado antes da coagulação.

Para que serve o L-PRF na odontologia?

Pode auxiliar no manejo de tecidos, preenchimento de alvéolos e proteção de áreas cirúrgicas. A aplicação depende do diagnóstico e não substitui automaticamente enxertos ou membranas.

Para que serve o i-PRF?

É utilizado quando o protocolo exige uma matriz líquida autóloga. Pode ser associado a biomateriais particulados ou aplicado em técnicas compatíveis antes da polimerização.

É possível preparar L-PRF e i-PRF na mesma centrífuga?

Sim, desde que o equipamento possua protocolos validados. Na Duo Quattro, devem ser usados o programa e o tubo correspondentes, com balanceamento e manipulação corretos.

PRF é a mesma coisa que PRP?

Não. PRF e PRP utilizam métodos de preparação diferentes. O PRF é baseado em uma matriz de fibrina e pode ser preparado sem anticoagulantes nos protocolos descritos.